A de Havilland (assim mesmo, com o d minúsculo) Aircraft Company foi uma indústria aeronáutica britânica fundada em 1920, quando a Airco, da qual Geoffrey de Havilland havia sido projetista chefe e proprietário, foi vendida à BSA. Então, em setembro daquele ano, de Havilland fundou uma companhia com seu próprio nome no aeroporto de Stag Lane, em Edware, Inglaterra. A companhia mudou-se, mais tarde, para a cidade de Hatfield, em Hertfordshire. A de Havilland Aircraft Company foi responsável pela produção do primeiro jato de passageiros do mundo, assim como outras inovadoras aeronaves.
Inicialmente, a de Havilland concentrou-se na produção de biplanos de um e dois lugares, continuando, essencialmente a linha de aviões DH construídos pela Airco, mas equipados com motores Gipsy da própria de Havilland.
Vários recordes mundiais foram estabelecidos por esses aviões, muitos pilotados pelo próprio de Havilland. Amy Johnson fez um vôo solo de 19,5 horas, da Inglaterra até a Austrália, em 1930, a bordo de um Gipsy Moth.
A linha de aviões Moth continuou com os mais refinados (e fechados) Hornet Moth e Moth Minor, este último um monoplano feito de madeira. O DH 84 Dragon foi o primeiro avião adquirido pela Era Lingus, a qual, mais tarde, operou o DH 84B Dragon Express e o DH 89 Dragon Rapide. A de Havilland continuou a produzir aviões de alto desempenho, incluindo o avião-correio bimotor a pistão de alta velocidade DH 88 Comet, um dos quais ficou famoso ao ganhar a MacRobertson Air Race, da Inglaterra até a Austrália com sua pintura vermelha.
Os projetos de alto desempenho e os métodos de construção em madeira terminaram com o talvez mais famoso avião da de Havilland - o Mosquito, construído principalmente de madeira, devido à falta de alumínio durante a Segunda Guerra Mundial. A companhia construiu um sucessor do Mosquito, com mais alto desempenho, o Hornet, que foi um dos pioneiros no uso das técnicas de colagem metal-madeira e metal-metal.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a de Havilland continuou com projetos avançados, tanto no campo civil quanto no militar, mas vários acidentes levaram ao fim da de Havilland como entidade independente. O jato experimental sem cauda de Havilland DH 108 Swallow caiu no estuário do Tamisa, matando Geoffrey de Havilland Jr., filho do fundador da companhia. O primeiro jato destinado ao transporte comercial de passageiros do mundo, o de Havilland Comet entrou em serviço em 1952, voando duas vezes mais rápido que os aviões da época, e foi um grande motivo de orgulho para os britânicos, mas o Comet sofreu, em dois anos, três trágicos e muito divulgados acidentes. Menos conhecido, mas igualmente desastrosa, foi a explosão do protótipo do DH 110 durante o Show Aéreo de Farnborough, em 1952. A aeronave sofreu uma falha estrutura e, sem qualquer controle, projetou-se ao solo, matando o piloto e várias pessoas em meio ao público.
A Hawker Siddeley adquriru a de Havilland em 1960, mas, a manteve como uma companhia separada até 1963. Naquele ano ela tornou-se a Divisão de Havilland da Hawker Siddeley Aviation e, por isso, todos os modelos em produção ou desenvolvimento mudaram suas designações de "DH" para "HS". As famosas letras "DH" e o nome de Havilland ainda podem ser vistos em algumas centenas de vários modelos de Moth e de um número substancial de vários outros projetos da companhia que ainda voam ao redor do mundo.
A primeira subsidiária foi instalada na Austrália em março de 1927, como de Havilland Aircraft Pty. Ltd. A companhia mudou-se de Melbourne para Sidney em 1930, atuando como uma agência da companhia-mãe, com instalações de montagem, reparação e peças de reposição para os modelos comerciais e esportivos. O projeto e a fabricação total de aeronaves pela de Havilland Austrália (DHA) só começou na Segunda Guerra Mundial, quando a empresa iniciou a produção do avião de treinamento primário DH 82 Tiger Moth, em Bankstown, NSW.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a DHA projetou um pequeno planador de transporte de tropas, para ser usado no caso da Austrália ser invadida pelo Japão. O DH-G1 surgiu em meados de 1942 utilizando a seção dianteira da fuselagem do DH 894 Dragon, que estava sendo produzido na mesma fábrica. As duas aeronaves produzidas serviram como protótipos para o avião definitivo, o DH-G2, produzido no ano seguinte, mas, na época a necessidade já tinha passado e somente seis DH-G2 foram construídos.
A companhia também iniciou a fabricação do Mosquito, cujas entregas para a RAAF começaram em 1944. Um total de 212 desses aviões foi produzido em Bankstown entre 1943 e 1948. Algumas dessas aeronaves continuaram em operação na RAAF até 1953.
A produção sob licença do de Havilland Vampire começou em 1948, com o primeiro dos 190 aviões produzidos voando em 1949.
Outro projeto DHA, o de Havilland DHA-3 Drover, foi fabricado entre 1948 e 1953. Apenas 11 aviões foram produzidos, principalmente para o Royal Flying Doctor Service (RFDS), Trans Austrália Airlines e Qantas. O DHA-3 Drover era um transporte leve trimotor derivado do DH 1-4 Dove, capaz de transportar seis ou oito passageiros. Ele foi projetado como substituto do DH 84 Dragon, que era bem conhecido na Austrália devido à sua produção em tempo de guerra pela DHA. O motor escolhido para o novo projeto foi o de Havilland Gipsy Major Mk-10 4. Vários Drover foram mais tarde remotorizados com o motor mais possante de cilindros opostos horizontalmente Lycoming O-360 para melhorar o desempenho.
A de havilland Austrália é atualmente propriedade da Boeing Austrália, e é conhecida como Hawker de Havilland Aerospace. Já no continente americano, a de Havilland Canadá foi formada em 1928, para construir o avião Moth, para o treinamento de pilotos, e continuou após a guerra construindo seus próprios projetos apropriados á difíceis condições canadenses.
Do DHC-2 Beaver até o DHC-7, foram todos projetos STOL. Posteriormente, a de Havilland Canadá foi incorporada ao grupo Bombardier, e o Dash Eight e o avião fabricado atualmente, que se caracteriza por ser o avião mais silencioso da sua classe. Em maio de 2005, a Bombardier vendeu os direitos dos aviões fora-de-produção (DHC-1 a DHC-7) para a Viking Air Ltd, de Sidney, na Columbia Britânica, Canadá.
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