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Aviação Militar
Batalha da Grã-Bretanha / Parte 1



Após a inesperada e inacreditavelmente rápida queda da Polônia e, logo depois, da França, a Grã-Bretanha se encontrava sozinha na guerra contra a aparentemente avassaladora máquina de guerra alemã. A invasão parecia iminente.

De fato, os planos de uma invasão alemã, denominada Operação Leão Marinho, estavam em andamento. A chave para este plano era o estabelecimento de superioridade aérea alemã sobre o sul da Inglaterra e do Canal Inglês. A tarefa era responsabilidade de Göering e a sua Luftwaffe. O que se seguiu seria a primeira campanha de bombardeio estratégico do mundo e a primeira batalha totalmente decidida no ar, a Batalha da Grã-Bretanha.

A Luftwaffe tinha mais de 2.000 aeronaves prontas para o combate (contra 675 no inventário britânico) da França até a Noruega. Esses aviões poderiam atacar a Inglaterra e, pela primeira vez, elas não seriam usadas em missões de apoio às forças terrestres alemãs.

Os aviões alemães haviam sido concebidos para missões de ataque tático a curta distância e superioridade aérea local. A Alemanha não tinha pesados bombardeiros estratégicos. Mais importante ainda, eles não tinham caças de qualidade com a autonomia suficiente para escoltar os bombardeiros que tinham.

No que se refere aos britânicos, eles foram superados em número e tiveram de enfrentar uma força de combate muito mais experiente e melhor equipada. Eles tinham, entretanto, alguns fatores importantes do seu lado. Em primeiro lugar, e o mais importante, a Grã-Bretanha tinha um ótimo método de coordenação e um muito bem desenvolvido sistema de radar que lhe permitia descobrir com bastante antecedência as forças de ataque alemãs.

Em segundo lugar, eles estavam lutando sobre território amigo. Se um alemão fosse derrubado e sobrevivesse, ele era capturado e estava perdido para os seus. Mas, no caso dos britânicos, um piloto derrubado, se saísse ileso, poderia voltara combater no dia seguinte ou, em alguns casos, até no mesmo dia.

Em terceiro lugar, combatendo com os britânicos havia um grupo de mais de 140 excelentemente treinados pilotos da Força Aérea Polonesa, veteranos da campanha de setembro de 1939. Inicialmente, devido ao seu inglês ruim e porque eles representavam uma quantidade desconhecida, o comando britânico mostrou-se relutante em usar suas habilidades. Entretanto, isso logo mudou, e os pilotos poloneses contribuíram significativamente para a vitória britânica, derrubando mais de 200 dos 1.100 aviões que a Luftwaffe perdeu durante a batalha.

AVIÕES ALEMÃES

Messerschmitt Bf.109 - Um excelente caça para sua época. No papel, ele era o melhor caça de ambos os lados para participar da batalha. Suas principais falhas eram o pouco combustível transportado e o seu alto consumo. Ele podia ficar no máximo 20 minutos sobre território britânico, antes de ter de voltar para casa.

Messerschmitt Bf.110 - Foi o único caça alemão com autonomia para voar até o alvo e voltar à sua base em missões de escolta. Contudo, ele não tinha o desempenho de um verdadeiro caça, e a sua principal participação na Batalha da Grã-Bretanha foi a de aumentar os números na coluna de aviões alemães abatidos.

AVIÕES BRITÂNICOS

Hawker Hurricane Mk I - Sem dúvida, o avião britânico mais importante durante a batalha. Tinha asas de madeira e a fuselagem era de estrutura metálica entelada. Como resultado, ele era menos vulnerável às balas de canhão explosivas e era fácil de ser reparado em campo, mesmo quando os danos eram graves. Era de manutenção e pilotagem fácil, exatamente o que os britânicos precisavam. Durante a batalha, eles eram geralmente encarregados de atacar os bombardeiros alemães, mas eles também estabeleceram sua reputação como ótimos caças ao enfrentaram os Bf.109 em condições de igualdade, nas quais, normalmente, a habilidade do piloto fazia a diferença. Os Hurricane foram responsáveis por 57% dos aviões alemães derrubados durante a batalha.

Supermarine Spitfire Mk I - O primeiro de uma longa linhagem de lendários Spitfire, o Mk I era o mais moderno e mais competitivo caça do inventário britânico. Totalmente metálico, o Spitfire era mais ágil que o Hurricane e o único caça britânico que podia enfrentar o Bf.109 em igualdade de condições.

Rápido e altamente manobrável, ele se caracterizava pela asa de radical projeto oval, que era realmente à frente do seu tempo. Normalmente encarregado de missões de supressão de caças, ele fez um excelente trabalho e, rapidamente, alcançou um lugar de destaque em ambos os lados do Canal. Entretanto, a sua missão foi seriamente dificultada pelo número limitado de aeronaves fabricadas, mas, mesmo assim, os Spitfire foram responsáveis por 43% dos aviões alemães derrubados.

A BATALHA

A fase inicial: Kanalkampf

O plano alemão para obter a superioridade aérea consistia de um ataque total da Luftwaffe às bases de caças da RAF. O nome do plano era Adlertag, ou Dia da Águia. A data exata do Adlertag seria determinada por Hitler. Até aquela data, estava decidido que a Luftwaffe atacaria navios no Canal, com a intenção de exaurir a força de caças britânica.

De 10 de julho de 1940, até o início de agosto do mesmo ano, os alemães realizaram ataques diários a comboios. No final daquele período, a RAF estava ganhando, pelo menos em termos de números absolutos. A RAF, que perdera 148 caças, havia derrubado 248 caças e bombardeiros da Luftwaffe.

Embora esses números fossem encorajadores para a RAF, ficou claro, também, que seria impossível manter essa batalha de atrito. Não tanto pela perda constante de caças, pois a produção britânica desses aviões estava indo relativamente bem. O importante era a perda de pilotos qualificados, o qual estava minando lentamente a RAF. A situação estava ficando preta, e o verdadeiro ataque ainda nem começara.

Em breve, você vai ver, aqui no Jetsite, a continuação desta batalha. Check six!























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