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SkyGuide na berlinda em colisão de julho de 2002
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Os dois equipamentos TCAS da Honeywell funcionaram corretamente nos minutos que antecederam a colisão em vôo do Tupolev 154M da Bashkirian Airlines com o Boeing 757-200 cargueiro da DHL Aviation. Todos ocupantes dos dois aviões, 71 ao todo, morreram devido à colisão, no FL350. O comentário sobre o funcionamento dos TCAS foi incluído no relatório preliminar feito pela Bundesstelle für Flugunfalluntersuchung, departamento alemão responsável pelas investigações. O relatório descreve desta maneira a sucessão de acontecimentos, baseando-se nos dados do CVR e FDR de ambos aviões:
As 18:48Z o Tupolev 145M, matrícula RA-85816, decolou de Moscow com 12 tripulantes e 57 passageiros com destino a Barcelona. As 21:15Z o avião entrou no espaço aéreo alemão, sob controle do ACC Munich que o autorizou uma proa direta para o VOR Transadingen (próximo a Zürich) mantendo o FL360.
As 21:30Z, o ACC Münich fez o hand off do tráfego para o ACC Zürich.
As 21:06Z o Boeing 757-23APF decolou do Aeroporto de Bergamo com destino a Bruxelas. A bordo, apenas o comandante e o primeiro oficial. O nível de vôo autorizado para o 757 foi o FL360. Já sob o controle do ACC Zürich, o vôo foi autorizado a manter a proa do VOR Tango (próximo a Frankfurt).
As 21:34:42 o TCAS do Tupolev emitiu aviso sobre um tráfego conflitante e sete segundos depois o ACC Zürich avisou a tripulação sobre o conflito e ordenou uma descida imediata para o FL350. A tripulação não cotejou a instrução, mas mesmo assim iniciou a descida. Ao mesmo tempo o TCAS instalado a bordo ordenava uma subida. Passados mais sete segundos, nova instrução do ACC, ordenando descida o mais rápido possível para o FL350, cotejada de pronto pela tripulação.
Enquanto isso, no 757, também as 21:34:42 o seu TCAS alertou sobre a presença do Tupolev e as 21:34:56 o aparelho emitiu uma ordem de descida, imediatamente posta em ação pela tripulação. Apenas 14 segundos depois, a ordem foi reforçada por uma instrução de descida urgente. As 21:35:19 a tripulação informou ao ACC que estava realizando uma TCAS descent.
As 21:35:32 os dois aviões colidiram, no FL350.
O Tu-154 desintegrou-se em quatro grandes partes: fuselagem, asa direita, asa esquerda e cone de cauda (com os motores). Estas partes caíram ao sudeste do vilarejo de Owingen. O 757 caiu a 8km do Tupolev, na região do vilarejo de Taiserdorf.
Investigações feitas nos restos de ambos os aviões permitiram aos investigadores identificar arranhões e marcas de tinta vermelha na lateral esquerda da fuselagem do Tupolev, próximo as saídas de emergência sobre a asa. Na parte inferior de sua asa direita havia uma grande marca de impacto, com quase 4 metros de comprimento e um metro de largura saindo em um angulo de 45° em relação ao eixo longitudinal do avião. Partes da estrutura do leme do 757 foram encontradas nessa região dos destroços. Os indícios demonstram que a colisão se deu em um angulo reto, com o 757 voando na proa 004° e o Tupolev mantendo a 274°, com o impacto inicial ocorrendo entre o estabilizador vertical do cargueiro com a fuselagem esquerda do outro avião.
Com os aspectos técnicos do acidente esclarecidos, a investigação passou para o ATC e seus procedimentos, aonde as seguintes conclusões foram levantadas até o momento:
Naquele momento, o ACC Zürich estava com seu sistema STCA em manutenção. A sigla identifica o Short-Term Conflict Alert, um sistema semelhante ao TCAS porém instalado no solo e que permite aos controladores visualizar possíveis riscos de colisão com alguma antecipação. Para compensar o seu não funcionamento, as separações longitudinais na área de controle foram aumentadas de 5NM para 7NM.
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Os 28 acidentes fatais envolvendo Bandeirantes-Parte 2
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15. 01/03/1988; Comair Embraer Bandeirante; Wadeville, South Africa: Passageiro suicida detonou bomba durante o vôo, matando os dois tripulantes e dezesseis passageiros.
16. 14/11/1988; Wasawings Embraer Bandeirante; Seinajoki, Finland: Caiu durante a aproximação. Dois tripulantes e três dos dez passageiros morreram.
17. 11/11/1991; Nordeste, PT-SCU; Recife, Brasil: Perda de motor após decolagem. Bandeirante caiu sobre uma praça, matando os três tripulantes, doze passageiros e duas pessoas no solo.
18. 03/02/1992; Nordeste PT-TBB; Caetité, Brasil: Colidiu com a serra por erro de navegação, matando os dois tripulantes e dez passageiros.
19. 15/04/1992; Talair Embraer Bandeirante; perto de Daulo Pass, Papua New Guinea: Colidiu com o terreno por erro de navegação, matando os dois tripulantes e nove dos treze passageiros.
20. 23/03/1993; Oeste Linhas Aereas PP-SBJ; Tangará da Serra, Brasil: Caiu logo após decolar, matando os dois tripulantes e quatro passageiros.
21. 07/05/1994; Rico Taxi Aéreo; Embraer Bandeirante; São Gabriel, Brasil: Acidentado durante pouso, matando os dois tripulantes e quatro dos quatorze passageiros.
22. 19/07/1994; Alas Chiricanas Embraer Bandeirante; perto de Colon, Panamá: Sabotagem: bomba explodiu durante o vôo, matando os três tripulantes e dezoito passageiros.
23. 24/05/1995; Knight Air Embraer Bandeirante; perto de Leeds, England: Aeronave partiu-se em vôo, devido à desorientação espacial dos tripulantes durante tempestade, matando os doze ocupantes.
24. 14/08/1995; Aires Colombia Embraer Bandeirante; perto de Santander, Colombia: Colidiu com a serra por erro de navegação a 4.420m matando os dois tripulantes e oito passageiros.
25. 01/11/1996; TAPSA Embraer Bandeirante; Tikal, Guatemala: Caiu a oito km da pista, já em aproximação, matando os dois tripulantes e oito passageiros.
26. 09/12/1997; Sowind Air Bandeirante; Little Grand Rapids, Manitoba, Canadá: Caiu a algumas centenas de metros da pista, já em aproximação,sob forte nevasca, matando um dos dois tripulantes e três dos quinze passageiros.
27. 16 /06/1999; Airlink Bandeirante; perto de Goroka, Papual New Guinea: Colidiu com a serra por erro de navegação a 20 km de Goroka, matando os dois tripulantes e quinze passageiros.
28. 24/07/1999; Air Fiji Bandeirante; perto de Suva, Fiji: Colidiu com montanhas por erro de navegação a entre Nadi e Suva, matando os dois tripulantes e quinze passageiros.
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Os 28 acidentes fatais envolvendo Bandeirantes
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1- 27 /02/1975: VASP PP-SBE Bandeirante; Sao Paulo, Brasil: Perdeu um dos motores e tentou regressar a Congonhas. Caiu sobre casas no Campo Belo, matando seus treze ocupantes.
2. 22/01/1976; Transbrasil PP-TBD Bandeirante; Chapecó, Brasil: Pneu do trem de pouso princicipal estourou. Perda de controle no solo, aeronave colidiu com um barranco, matando os dois tripulantes e seis passageiros.
3. 20 /06/1977; TAMU Embraer Bandeirante; Salto, Uruguay: Caiu pouco antes do pouso, matando os dois tripulantes e dois dos seis passageiros.
4. 08 /02/1979; Transportes Aéreos Regionais (TAM) PP-SBB; Baurú, Brasil: Estabilizador horizontal desprendeu-se logo após a decolagem, matando os dois tripulantes e dezesseis passageiros.
5. 24 /02/1981; Votec PT-GLB; Belém, Brasil: Acidentado durante o pouso, matando os dois tripulantes e dez dos doze passageiros.
6. 02 /02/1981; Aerotaca Embraer Bandeirante; Paipa, Colombia: Acidentado após decolagem, matando os dois tripulantes e dezessete dos dezenove passageiros.
7. 07/10/1983; Transportes Aéreos Regionais (TAM) PP-SBH; Araçatuba, Brasil: Colidiu com o terreno na terceira tentativa de pouso sob temporal, matando os dois tripulantes e cinco dos treze passageiros.
8. 18 /04/1984; Votec PT-GJZ e PT-GKL; Imperatriz, Brasil: O GJZ Colidiu com outro Bandeirante da Votec durante aproximação para pouso. O GJZ caiu e matou os dezoito ocupantes. O GKL ainda conseguiu pousar forçado num rio e apenas um passageiro morreu dentre os 18 ocupantes.
9. 28/06/1984; Transportes Aéreos Regionais (TAM) PP-SBC; perto de São Pedro da Aldeia, Brasil: Entrou voando na serra por erro de navegação. Dezoito ocupantes mortos.
10. 06/12/1984; Provincetown-Boston Airlines Embraer Bandeirante; Jacksonville, Flórida: Estabilizador horizontal desprendeu-se logo após a decolagem. Os dois tripulantes e onze passageiros perderam a vida.
11. 23/01/1985; Aires Embraer Bandeirante; perto de Buga, Colombia: Acidentado durante o vôo de cruzeiro, matando os dois tripulantes e dezessete passageiros.
12. 23/06/1985; TABA PT-GJN; Diamantino, Brazil: Após pane num motor, tentou pouso forçado mas colidiu com um caminhão, matando os dois tripulantes e dezessete passageiros.
13. 13/03/1986; Simmons Airlines Embraer Bandeirante; Alpena, MI: Desceu abaixo dos mínimos em aproximação IFR: um tripulante e dois dos sete passageiros morreram.
14. 06/021987; Talair Embraer Bandeirante; Stettin Bay, Papua New Guinea: Caiu no mar durante tempestade, matando os dois tripulantes e treze dos dezesseis passageiros.
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Qual a aeronave mais segura ?
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Estudos dizem que aproximadamente 40% de todos os passageiros tem medo de voar. Uma pergunta que muitas vezes é feita por estes viajantes é: qual o avião mais perigoso parea se voar?
Ora, em primeiro lugar, todo avião é intrinsicamente seguro. Não fosse assim, não seria autorizado a transportar passageiros. Não existem aviões perigosos. Mas existem operadores com padrões de segurança menos eficientes que outros... e isso não pode ser desconsiderado.
Mesmo assim, devemos tomar os números para esclarecer as diferenças entre aeronaves comerciais. Porém, é preciso lembrar que o número de acidentes precisa ser cruzado com outra estatística igualmente importante: o número de decolagens. Só assim podemos equalizar as diferenças que são enormes entre os números de aeronaves em operação.
Esse número é até mais importante que a comparação com o número de horas voadas. Afinal, sabe-se que a grande maioria dos acidentes ocorre durante as manobras de pouso e decolagem. Assim sendo, aeronaves de pequeno e médio porte, realizam num dia típico de trabalho até 20 pousos e decolagens, contra habitualmente duas ou quatro dos tipos usados em vôos de longa distância.
Por exemplo: se analisarmos os acidentes em números absolutos, tivemos 22 Jumbos 747 envolvidos em acidentes que envolveram perda da aeronave, contra apenas 1 Concorde. Isto significa que o 747 é 22 vezes mais perigoso que o Concorde? Absolutamente. Precisamos considerar o número de decolagens realizadas comercialmente pelos 14 Concordes outrora em operação contra os mais de 1.300 Jumbos 747 voando desde 1970. Portanto, percebe-se que o 747 é uma aeronave estatísticamente muito mais segura que o Concorde.
Vamos aos dados, classificando as aeronaves do pior ao melhor desempenho. Note que: Estão desconsiderados as aeronaves envolvidas em atos terroristas.
Acidentes computados até 31/12/2000. Os Boeing 737 Next Generation, 777 e 717 e Airbus A340 e A330 não tiveram perdas.Fonte: Boeing Commercial Airplane.
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